Casa do Mirante na Ajuda

CATEGORIA

Concluídos

DATA

15 de Dezembro de 2015

CLIENTE

Geraldes Pinto Filhos, Lda

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Sobre

No âmbito do Programa de Reabilitação Urbana – Reabilita Primeiro Paga Depois promovido pela Câmara Municipal de Lisboa elaborou-se a proposta referente ao prédio situado na Calçada do Mirante, nºs 60 e 62 em Lisboa, arruamento fortemente marcado pela presença da frente que delimita o conjunto formado pelo Palácio da Ajuda e espaços confinantes.
O edifício objeto de operação de reabilitação possui uma cércea correspondente a três pisos de habitação, com uma ocupação de um fogo/piso, tendo o último um aproveitamento de um sótão.

Encontrava-se em mau estado de conservação, tanto no exterior como no seu interior. É confinante, a poente, com um edifício de piso térreo com funções comerciais, encontrando-se a anterior serventia ocupada com um volume ampliado e a nascente com um edifício de habitação com volumetria correspondente a dois pisos e sótão. A tardoz (norte) e a uma cota mais elevada, a construção confina com um pátio de serviço de apoio a várias oficinas de reparação automóvel estando, uma dessas oficinas, encostada ao edifício em estudo.
A solução de reabilitação teve por objetivo principal garantir a melhoria das condições de habitabilidade, assim como implementar aspetos relativos às condições de condicionamento térmico e acústico.

A conceção do projeto baseou-se nas seguintes opções:

– Manutenção da fachada principal, com:

– alteração do vão de entrada, subindo a cota da verga, por o vão existente possuir altura reduzida;

– substituição dum vão de porta existente no piso térreo por vão de janela, à semelhança dos restantes;

– alteração de dois vãos de janela (pisos 1 e 2) por vãos de sacada, acedendo-se a varandas;

– Redefinição das cotas altimétricas dos pisos, redistribuindo os três níveis por valores iguais.

– Demolição integral dos elementos interiores, paredes e pavimentos, devido ao seu estado de conservação e por se considerar nova compartimentação interior, incompatível com a atual. Este aspeto relaciona-se, também, com o ponto anterior.

– Desenvolvimento de um programa habitacional, configurando propriedade horizontal que contempla a ocupação de 2 pisos (Piso térreo e Piso 1)com fogos de tipologia T1 e um fogo de tipologia T2 duplex, beneficiando da ocupação de um sótão habitável, com ligação visual sobre a zona de estar do piso inferior.

– O referido sotão habitável, é ocupado com dois quartos e instalação sanitária de apoio, configurando, com o piso inferior, o fogo de tipologia T2. Esta opção teve como consequência a subida da cota da cumeeira sem, no entanto, ultrapassar a cércea do edifício contíguo. Consegue-se, assim, quanto a nós, um conjunto equilibrado. Com esta solução permite-se diversificar a oferta de programas habitacionais.

– Construção de vãos amansardados, nos quartos do sótão, à semelhança do edifício confinante. Estes vãos são separados por um terraço coberto, usufruindo das vistas sobre o rio.

– Redimensionamento e reposicionamento de vãos nos alçados nascente e poente para ventilação e iluminação das instalações sanitárias e escadas.

PROCESSO CONSTRUTIVO ADOPTADO

Tomou-se como opção base reabilitar o edifício utilizando uma estrutura metálica aligeirada (Light Steel Frame) não sobrecarregando as paredes exteriores a recuperar. As paredes interiores serão em alvenaria de tijolo, rebocadas e estucadas.
Propõe-se o revestimento da cobertura em telha cerâmica lusa e telha cerâmica plana. Esta revestirá as superfícies amansardadas. As águas furtadas serão revestidas a chapa de zinco com junta agrafada.